
sexta-feira, setembro 26, 2008

domingo, outubro 14, 2007

Já não se perde a olhar para as montras, a paisagem, a vida...
Já não ouve o ruido do mundo que o rodeia...
Já não pára nos sinais nem se deixa levar ao sabor do vento...
Apenas limita-se a viver até que ela, aquela que sempre o vem, venha até si e lhe dê o eterno beijo.
segunda-feira, outubro 08, 2007

Eu conheço-te, mas tu não me conheces...
Não sei o caminho que deves trilhar, e mesmo que o soubesse jamais te diria, pois por mais que se queira, conhecer o caminho e passar por ele são coisas completamente distintas, e por vezes o que se pensa certo e adquirido, pode como uma lufada de vento mudar.
Não sei se queres ouvir o que tenho para te dizer, nem sei se vais acreditar em mim, e por mais que penses que o facto de eu te contar o que sei poderá mudar o que foi escrito, lamento desiludir-te mas o destino é um tanto mais criativo que nós possamos pensar.
E se estou aqui é porque assim estava destinado a que fosse. E se te vou falar, é porque assim estava escrito, e tudo o que te disser jamais te afastará do lugar onde um dia vais estar. O que pode mudar é o caminho que segues até ele, mas jamais poderás fugir ao que te está destinado.
Por isso, as palavras que tenho para ti são a verdade daquilo que virá, e por mais que te magoe, e perdoa-me se assim for, peço-te que olhes com carinho ao que te digo, e mesmo que não acredites, não repudies a ideia totalmente, porque acredita que irás ser muito feliz...
E embora hoje a ideia te pareça ridícula amanhã irás sorrir, e quando olhares para trás, vais-te lembrar de mim, e certamente sorrir... as coisas mudam quando passam de simples premonições a factos reais...
E eis, o que tenho para te dizer...
sexta-feira, outubro 05, 2007

Por vezes a vida leva-nos a esses lugares, onde nada parece ser o que é, onde nada faz sentido, onde a decisão de um momento nos muda o rumo do destino...
É nessas encruzilhadas da vida que crescemos, que se aprende, pois entre virar à direita ou ir em frente, está em jogo a nossa própria existência e a de quem está perto de nós.
O que fazer? Como escolher?... não... isso não te posso dizer, há de facto uma grande diferença entre conhecer o caminho e percorre-lo, e por mais que eu te dissesse que este ou aquele é ou devia ser o teu caminho, a forma de lá chegares é sempre tua.
Nada é certo ou tido como imutável, o que te parece hoje pode deixar de o ser amanhã, o que te é actualmente pode mudar no momento em que dás o primeiro passo.
Medo? Sim, é um factor presente na vida. O risco de errar é o mais sagrado de quem vive, e bem vindo é o risco, e o erro, pois sem ele nada do que é difícil ou fácil nos seria superável...
E então? Se estas nessa encruzilhada é porque assim o devias, e o passo a dar irá definir-te como ser humano e fundamentar aquilo que és e aquilo em que te tornas.
Se não sabes o que fazer, o que escolher, então pára, senta-te e espera... deixa que a vida corra á tua volta e aprecia.
Deixa que o ar te invada os pulmões como se fosse a primeira vez que respiras. Sente o vento a acariciar-te o rosto. Procura no teu ser a essência da tua escolha, a razão que te fez chegar ali, aquele lugar, e o porquê da tua dúvida, da tua indecisão, e quando achares a resposta, não te mexas, não movas um só cabelo, e continua a esperar, ouve o teu coração, e repensa no que a tua mente te disse.
Eis que ai chegas-te, eis que daí tens de partir, então que essa escolha seja feita com o sorriso no rosto, e mesmo sem certezas, poderás saber que certo está o teu coração que te manda levantar e partir por está e não por aquela direcção...
A resposta nunca esta naquilo que sabemos certo, mas naquilo que no fundo da nossa alma queremos...
sexta-feira, setembro 21, 2007

Poder voltar atrás no tempo,
Evitar detalhes, qualquer tormento,
Apagar gestos, lugares, sentidos,
Calar palavras ou desejos tidos.
Correr em vez de andar,
Perder em vez de ganhar,
Ficar em vez de fugir
Não deixar em vez de permitir
Enfim...
Mudar, simplesmente mudar
Cortar o fio condutor do movimento
Alterar o tempo, o curso, o percurso
Fazer o que ficou preso no medo
Não dizer o que foi dito
Não agir como foi agido
Lutar em vez de estar quieto
Render-se ao chão do que se erguer em bravura
Todo esse sentimento de arrependimento não deve existir
Pois se o há, da vida que se vive quer-se fugir
Etiquetas: Arrependimento, Lutar, Sentimentos, Vida
terça-feira, agosto 21, 2007

Sempre vejo dos mais ternos aos ásperos seres perguntarem-se a si próprios e aos outros o celebre ditame de: “Para onde vamos depois de morrer?”.
Pois que agora que penso no assunto vos digo... que em verdade não faço a minima ideia... provavelmente para o cemitério mais próximo, se tivermos sorte...
terça-feira, agosto 14, 2007

Quantas são as profundezas
Que se pode encontrar no ser humano,
E quantas delas são as suas máscaras
E quantas são os seus disfarces,
Quanto disso é um escudo
Quanto disso é a carne viva,
Quanta é dor que dói,
Quanto é do sentido aço.
O enfrentar de cada máscara
O Desafiar de cada esconderijo
Aponto-te o meu abrigo
O meu mundo o meu perigo
Confirma a realidade
Cataloga as mentiras
Traduz a mente
Articula as relações
No preto e branco
A solução do enigma
Expõe os teus medos
Desmantela as certezas
Refaz as minhas dúvidas
Realça o evasivo
Em cada máscara
Em cada esconderijo
Explica o seu reflexo
Em cada cor do sentir
Até ao fim do abismo
Como o frio na espinha
Distingue as entrelinhas
Delineia as nuances
E nelas percebe as portas
Inventa as suas chaves
Equacione os seus tesouros
E revela a solução
Pulsando na vivência
Esquecida num quarto
Inocente como uma criança
Triste, suja e cansada
Sem que haja abrigo
Nos braços da solidão
Onde só sobrevive a esperança
Mistura de ao pó e lágrimas
Esperando uma voz que fale
Pela boca de outrem...
sexta-feira, agosto 10, 2007

Uma verdade escondida e ignorada era exposta sem dó nem piedade... revelando factos que tiveram lugar num dia, numa hora, num minuto e ignorados por tantas mentes e sentidos dos que vagueiam por estradas fora perdidos no quotidiano mortal que nos rodeia.
A cor pálida tomou-lhe o rosto, o sangue fervia enjoado, revoltado, incrédulo perante tamanhas barbaridades, e sabia porque estava ali, o que tinha de fazer, as palavras que usaria, as fugas...
Olhava em redor e nada via... sentia a presença, naquela sala que encolhia a cada palavra proferida, de gentes que faziam o seu trabalho, de gentes que impávidos presenciavam aquele momento como se de um ritual banal se tratasse...
Sentia-se pequeno, inútil até, não perante a papel que ali desempenhava, mas perante a inutilidade de quem ignora a vida perversa que se esconde a cada canto de tantos seres.
Sentia-se perdido... vazio... e foi invadido por uma vontade louca de fugir dali, de poder respirar, sentir o vento bater-lhe no rosto.
Alguém falou para si, lembra-se de anuir levemente com o rosto, só queria poder sair dali e qualquer desculpa era legitima.
Saiu, conseguiu finalmente respirar. Passou água pelo rosto para inutilmente aliviar a angustia que o enforcava. Olhou-se no espelho, viu os seus olhos que mudavam de cor tentando esconder a emoção.
Caiu em si, respirou fundo, e pensou: "é o meu trabalho, é aquilo que faço e que se espera de mim... não sou eu..."
quinta-feira, agosto 02, 2007

Para quê? Se mais importante é agradar os restantes?...
Se vivemos fechados no nosso mundo e só damos importância ao que os outros vemos?
Se damos mais valor às vitorias alheias que a próprias...
Se respiramos a hipocrisia alheia em vez de respeitamos os nossos princípios...
"Conheça-se a si mesmo! Ame-se e depois olhe para o mundo que o envolve..."
Etiquetas: Eu, Princípios, Vida
terça-feira, julho 31, 2007

Onde se contam as horas que se repetem em cada dia,
No correr lento do meu tormento,
Uma contagem regressiva e fria.
Na esperança de continuar à procura,
Num fingir desenfreado que nunca se renova,
Num querer viver cada dia com ternura,
Ultrapassar levemente cada prova.
Não me restam as lágrimas a lamentar,
Não há desespero por abrir os olhos,
Não há um grito a sufocar,
Apenas emoções e sentidos aos molhos.
Ah, se eu pudesse... se eu pudesse apenas...
Etiquetas: Amor, Arrependimento, Fim, Vida
quinta-feira, julho 19, 2007
Não levantou o olhar do chão, mas sentia o mundo que o rodeava, via as pessoas a passar, todas com o seu propósito, todas com a sua missão, outras sabia-as sentadas, no decurso de longos bancos de madeira gasta pelo tempo que ali estagnava em parcos sentidos de uma realidade alheia à sua compreensão.
Sabia-se cansado, doido, quase como morto, mas jamais ergueu o olhar do chão. Encarava antes a dura realidade com o puxar dos pulmões em gestos tremidos mas certeiros.
Uma voz longe parecia querer traze-lo de volta, mas um qualquer dialecto parecia-lhe estranho e ausente de sentido naquele momento.
Deixou o cigarro consumir-se em fumo, transbordando a cinza por onde calhou, e sem alguma vez erguer o olhar, soube que havia chegado o momento... iria começar...
quarta-feira, julho 18, 2007
Hoje, enfrentando medos e recantos, sentidos e sentimentos, volto a dizer que medo algum tenho em me voltar a sentir nu, e mostrar ao mundo que um dia me seguiu, do que sou feito, de que cor é o sangue que me corre nas veias.
Hoje e somente hoje entrego-me a promessas que nunca ousei proferir, e assim sendo dou de mim a dizer, que estou de volta... de onde? para onde? isso descobrirei um dia mais tarde... ou talvez não...
terça-feira, julho 17, 2007
De certezas mortas
Enquanto fugia do mundo
Deixei-me levar pelos pensamentos
Desaguar num mar de infantilidade
Perdendo a razão alheia
Agora pergunto pelas montanhas
Para além da monotonia
Despido de vida e de magia
Olho para a minha sombra
Que o sol revela sem permissão
E expõe a minha verdade
Nu, despido... varrido de sentidos... como tu... como ele... como nós...
segunda-feira, abril 02, 2007
Perde-se o sentido, a vontade de saber, perdida a inocência, a lógica a razão da mente e do largo horizonte que supostamente se abre a nós e nos convida a procurar algo melhor.
Sim, já não estas cá… ou será que tas e apenas sou eu que te tento esconder em vão daquilo que sou e não quero ser?
Não, não te quero, ou será que não depende de mim te querer, e simplesmente és parte de tudo o que vi e me acompanharas até ao eterno amanha?
E este vazio? Quem o preenche? O que o completa na sua plenitude se nada cabe, nada serve, nada…
O que procura esta alma perdida de sentido? O que me servirá de consolo, de contentamento?
Será que nada?... Será que este vazio que aqui deixaste permanecerá p sempre esculpido no meu ser e na forma como respiro, como ando, como me vejo?
Sim, tenho fugido, até desta pequena e inofensiva folha de papel, tenho fugido e fingido…
Tenho querido esconder a verdade com um sorriso, a dor com uma piada, o sentimento com um sentido diferente daquele que sinto mas de tal forma inócuo e habitual que já faz parte daquilo que me tornei, talvez confortado com este triste fado, dando valor a coisas sem sentido e que podem ser criadas pelas mãos de quem trabalha.
Até onde me levará este tormento? Esta angústia desmedida que teimo em tapar em meu regaço e jamais deixo transparecer em dilúvios supérfluos de que procura um ombro amigo.
Sim sou eu… sim estou ainda aqui… à tua espera…
Etiquetas: Amor, Dor, Escrever, Esperança, Perder, Sentidos, Vida
