quinta-feira, outubro 07, 2010




Deixas-me só estando tão perto
Como que num denso deserto
Sorriso presente, olhar distante
Ausência do beijo, olhar de amante
Um dia cresce a saudade
Outro esconde-se a verdade
Numa manhã o leve acordar
Numa noite o terno desejar
Qualquer um daqueles que é
Não sendo ou fingido-se assim
Num rumo sem inicio ou fim
Vazio da cabeça ao pé
Cheio de vontade de fugir
Correr, correr, para te perseguir
Simão

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sexta-feira, novembro 28, 2008





Oh meu coração de agora

Minha vida minha espera

Do amanhecer à aurora

Um sonho que um dia tivera


Uma virgula desgovernada

Um pensamento assustado

Um tudo arrancado de um nada

Um esperer desejado, amando


Trago o teu beijo comigo

Aquele que soube decorar

Doce sabor, eterno castigo

Amante a aprender a amar


Um vento que corre

Uma estrela que do ceu caia

Um amor que não morre

Uma chuva que desmaia



E eu aqui... e eu aqui...


Simão

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quinta-feira, outubro 30, 2008

De mim, só me faltas tu...
Tu, que nunca te tive...
Nem tu a mim me tiveste
Uma saudade que na alma vive
Nua, despida, sem roupa ou veste
Tu, que o acaso nos juntou,
Sem consciência, nem cuidado
E a circustância nos afastou
Pelo tempo e espaço odiado.
Tu que hoje mais longe estás
E mesmo que perto de mim te sinta
Para mais longe sempre vás
Nem que a mim mesmo eu me minta
Tu, que disseste para sempre me esperar
Que me deste a metade de um beijo
Pois que me perferia matar
A negar este meu desejo
Tu que aqui estás, mesmo não estando
E aí eu estou, do lado sempre presente
E um coração que continua amando
Ligados por um fado de sempre, para sempre...

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terça-feira, setembro 23, 2008

(Foto: É Urgente o Amor, Graça Loureiro, in olhares.com)



Este é pois o desejo em que me vi perdido,
No calor ausente do teu corpo despido,
Na tristesa do terno olhar trocado
Como se do vento o coração fosse tocado.


Os meus receios são os teus medos,
Desde o simples sopro, ao roçar de dedos,
Desde a palavra erguida, ao cambalear da vida
Até o sentido esvaido da despedida.


Simão

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sexta-feira, novembro 02, 2007




Senti o teu corpo junto ao meu
Um desejo que junto se ergueu
Uma loucura que junto colhemos
Um sentido onde nos perdemos

Uma troca de beijos roubados
Anseios e pulsações enroscados
Um olhar, um toque em união
Desprovidos de pudor, pura paixão

Fui só teu, naquele momento
Afastamos os medos e o tormento
Rasgamos a roupa e a vergonha
Na mesma cama, lençol e fronha

Feliz encontro, louco, desejado,
Permanece o sentido bem amado
Fica no ar a vontade de chegar perto
De volta ao recanto no meio do nosso deserto

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segunda-feira, setembro 17, 2007




Pelo desejo que vi cumprido,
Num coração agora ferido
Por um sonho transformado,
Um destino, um fado amargurado.

A loucura que de nós se apoderou,
O rasgar da alma forçou.
E no desejado beijo proibido
Restou o inferno perdido.

Caminharam os amantes de mãos dadas,
Tendo só as emoções suas aliadas.
E o quebrar da utopia que renasceu,
Das cinzas que a fénix um dia perdeu.

Chegado o momento, o adeus temido
Do sentimento destemido,
Que se perdeu na alegada razão,
Quer-se finda a desmedida paixão.

Eis que em sangue vejo as minhas lágrimas,
Que do diário da vida arranco as páginas,
E na raiva e ódio encontro recanto,
Onde esconder o meu triste pranto.

Talvez o dia que se queria chegado, perdeu-se no sonho mais amado...

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sábado, setembro 01, 2007


Pelo beijo que ficou por dar...


Pelo Desejo que se susteve na razão,
Pelo cheiro do teu corpo que guardo no meu ser,
Pelo loucura que não se rendeu ao coração,
Pelos sentidos que se viram envoltos de tamanho poder.

Pelo teu calor que me persegue em gestos ternos,
Pelos Sentimentos que se consomem em bom perder
Pelas viagens aos mais densos infernos,
Onde o possuir significa viver.

Por tudo aquilo que ficou dito,
Por tudo aquilo que ficou por dizer
Pelo minuto que se tornou infinito,
Pelo saber, de não querer perder...

Eis que se passou o teste teimoso,
Eis que a encruzilhada foi desvendada
E no caminho não visto como tenebroso,
Os amantes caminharam de mão dada...

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terça-feira, julho 31, 2007


Estarei eu onde o tempo passa lento,
Onde se contam as horas que se repetem em cada dia,
No correr lento do meu tormento,
Uma contagem regressiva e fria.

Na esperança de continuar à procura,
Num fingir desenfreado que nunca se renova,
Num querer viver cada dia com ternura,
Ultrapassar levemente cada prova.

Não me restam as lágrimas a lamentar,
Não há desespero por abrir os olhos,
Não há um grito a sufocar,
Apenas emoções e sentidos aos molhos.

Ah, se eu pudesse... se eu pudesse apenas...

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quarta-feira, julho 18, 2007

Hoje as palavras que correram num lugar sem sentido, numa folha nunca escrita, por cantos de uma alma que se sentia fazia mesmo com tanto que por ela corria, estão agora a renascer num corpo mudo.

Hoje, enfrentando medos e recantos, sentidos e sentimentos, volto a dizer que medo algum tenho em me voltar a sentir nu, e mostrar ao mundo que um dia me seguiu, do que sou feito, de que cor é o sangue que me corre nas veias.

Hoje e somente hoje entrego-me a promessas que nunca ousei proferir, e assim sendo dou de mim a dizer, que estou de volta... de onde? para onde? isso descobrirei um dia mais tarde... ou talvez não...

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terça-feira, julho 17, 2007



Estarei aqui...

Até que as montanhas percam a sua altitude
Até que o vento perca o seu canto...
Até que a chuva se canse de nos regar
Até que me voltes a amar...

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onde estas?...

que não te vejo
apenas sinto ainda o cheiro do teu corpo no meu
apenas o sabor do teu beijo

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segunda-feira, abril 02, 2007

Há tempos que não deixava correr a tinta da caneta sobre uma folha branca… Tempos estes vazios, sem corpo ou alma, sem vida, sem razão de existir, largado ao vento, sem cor própria e quebradiço como a folha da arvore que caí sob os pés do Outono em reverência e veneração para com a sua triste sina, abençoado destino que lhe rouba o sorriso e lhe trás a incerteza de querer ver o mundo novamente.
Perde-se o sentido, a vontade de saber, perdida a inocência, a lógica a razão da mente e do largo horizonte que supostamente se abre a nós e nos convida a procurar algo melhor.
Sim, já não estas cá… ou será que tas e apenas sou eu que te tento esconder em vão daquilo que sou e não quero ser?
Não, não te quero, ou será que não depende de mim te querer, e simplesmente és parte de tudo o que vi e me acompanharas até ao eterno amanha?
E este vazio? Quem o preenche? O que o completa na sua plenitude se nada cabe, nada serve, nada…
O que procura esta alma perdida de sentido? O que me servirá de consolo, de contentamento?
Será que nada?... Será que este vazio que aqui deixaste permanecerá p sempre esculpido no meu ser e na forma como respiro, como ando, como me vejo?
Sim, tenho fugido, até desta pequena e inofensiva folha de papel, tenho fugido e fingido…
Tenho querido esconder a verdade com um sorriso, a dor com uma piada, o sentimento com um sentido diferente daquele que sinto mas de tal forma inócuo e habitual que já faz parte daquilo que me tornei, talvez confortado com este triste fado, dando valor a coisas sem sentido e que podem ser criadas pelas mãos de quem trabalha.
Até onde me levará este tormento? Esta angústia desmedida que teimo em tapar em meu regaço e jamais deixo transparecer em dilúvios supérfluos de que procura um ombro amigo.
Sim sou eu… sim estou ainda aqui… à tua espera…

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segunda-feira, outubro 03, 2005

E se eu te dissesse que te amo...



E se eu como num rasgo de loucura, te procurasse agora, neste preciso momento, e deixando-me levar pela impulsividade que flui no ser, rasgasse o vento com as minhas palavras e te dissesse que te amo...
Será que choravas de novo? Será que me ias odiar? Será que me batias de raiva? ou será que o meu sonho... a minha utopia ganhava forma e dizias me amar também...

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