quarta-feira, outubro 13, 2010



Corpo,

Aquele corpo que se diz meu está cansado.
Por ventos, dores e lagrimas trespassado.
Sentidos que se perdem, logo encontrados
Num ritmo de veus e tecidos rasgados
Voz
Aquela que teima em gritar o teu nome
Aquela que por dentro me consome
O grito que na escoridão some
Da alma que alimentada sente fome

Sentidos
Peridos desencontrados aqui e além
Olhares que olham sem desdém
Palavras que ditam ficam aquém
Como sem sentimento dizem amém

Força
Dá-me apenas um dia que queira passar
Dá-me uma curta verdade para amar
Dá-me um leve alento para sonhar
Um breve momento para respirar


Recolhe em mim o que não pode mais continuar
ou ficar
sem me crucificar

Etiquetas: , , , , , ,

sexta-feira, setembro 24, 2010






Oh dor que me assola,

Oh rasgo de mim

que a alma me amola

no inicio e no fim



Oh vontade de estar longe

Partir e não mais voltar

Ser anacoreta ou monge

viver por viver, remar por remar



Oh dia que voltas a nascer

Rio que correr até ao mar

Que corre, sem se perder

Que fica sem poder estar



Oh vontade alheia ao mundo

Coração forte e teimoso

Que não se deixa ficar no fundo

Sorriso lindo, olhar formoso



Um olhar de cada vez

Uma parte de outra

Um gesto que não fez

Uma metade noutra


Simão

Etiquetas: ,

quinta-feira, setembro 27, 2007


Oh morte que tanto te desejei

Desde a tenra idade que te conheço

Quis que derramasses sobre mim a tua lei

Tenho agora consciência do que te peço


Que destino é este o meu?

Que vida a minha, senão sofrimento?

Esse que me levou a desejar ser teu

Acabar de vez com este meu tormento


E agora? Que até levas as recordações

E deixas-me, despido, vazio, nu

sem sentimentos, sem paixões

Quem é o culpado senão tu?


Vem, vem de encontro a mim

Enfrenta esta raiva que me move

Vem que mostro-te o que é o fim


Vem, se tens coragem de me enfrentar

Vem, vem ver como dor chove

Pois um dia para ti também ela vai chegar...

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, setembro 21, 2007


Passo a passo, ao sabor do terno compasso,
Andamos de pés fixos, seguros, parados,
Hirtos, como gárgulas num qualquer terraço
Deixam-se os desejos mais amados

Ideias e pensamentos deixam-se espelhados,
Na alma de quem um dia sonhou.
Caminham sem passos, nunca cansados
Daquele sorriso que um dia esboçou...

Caminhantes perdidos, de caminhar resignado
Caminhantes que caminham de caminhar separado
Caminhantes triste com alegria no rosto
Caminhantes de caminho do nascer ao sol posto.

Por caminhos que não se encontra traçados
Por encruzilhadas, desvios, trilhos abraçados
Por vontade alheia perdidos e encontrados,
Até que um dia se encontrem os apaixonados...

Etiquetas: , , , ,

segunda-feira, setembro 17, 2007




Pelo desejo que vi cumprido,
Num coração agora ferido
Por um sonho transformado,
Um destino, um fado amargurado.

A loucura que de nós se apoderou,
O rasgar da alma forçou.
E no desejado beijo proibido
Restou o inferno perdido.

Caminharam os amantes de mãos dadas,
Tendo só as emoções suas aliadas.
E o quebrar da utopia que renasceu,
Das cinzas que a fénix um dia perdeu.

Chegado o momento, o adeus temido
Do sentimento destemido,
Que se perdeu na alegada razão,
Quer-se finda a desmedida paixão.

Eis que em sangue vejo as minhas lágrimas,
Que do diário da vida arranco as páginas,
E na raiva e ódio encontro recanto,
Onde esconder o meu triste pranto.

Talvez o dia que se queria chegado, perdeu-se no sonho mais amado...

Etiquetas: , , , , ,

terça-feira, julho 17, 2007


Uma lagrima...

Uma gota de suor da alma,
Um rasgo de chuva
Um atormentar da calma
Uma chapada de luva

Uma verdade escondida
Um olhar desconhecido
Uma fantasia perdida
Um amor amadurecido

Um sol, uma lua e uma estrela
O desejo da a possuir
E tudo mais eu daria para te-la
FS

Etiquetas: , ,

segunda-feira, abril 02, 2007

Há tempos que não deixava correr a tinta da caneta sobre uma folha branca… Tempos estes vazios, sem corpo ou alma, sem vida, sem razão de existir, largado ao vento, sem cor própria e quebradiço como a folha da arvore que caí sob os pés do Outono em reverência e veneração para com a sua triste sina, abençoado destino que lhe rouba o sorriso e lhe trás a incerteza de querer ver o mundo novamente.
Perde-se o sentido, a vontade de saber, perdida a inocência, a lógica a razão da mente e do largo horizonte que supostamente se abre a nós e nos convida a procurar algo melhor.
Sim, já não estas cá… ou será que tas e apenas sou eu que te tento esconder em vão daquilo que sou e não quero ser?
Não, não te quero, ou será que não depende de mim te querer, e simplesmente és parte de tudo o que vi e me acompanharas até ao eterno amanha?
E este vazio? Quem o preenche? O que o completa na sua plenitude se nada cabe, nada serve, nada…
O que procura esta alma perdida de sentido? O que me servirá de consolo, de contentamento?
Será que nada?... Será que este vazio que aqui deixaste permanecerá p sempre esculpido no meu ser e na forma como respiro, como ando, como me vejo?
Sim, tenho fugido, até desta pequena e inofensiva folha de papel, tenho fugido e fingido…
Tenho querido esconder a verdade com um sorriso, a dor com uma piada, o sentimento com um sentido diferente daquele que sinto mas de tal forma inócuo e habitual que já faz parte daquilo que me tornei, talvez confortado com este triste fado, dando valor a coisas sem sentido e que podem ser criadas pelas mãos de quem trabalha.
Até onde me levará este tormento? Esta angústia desmedida que teimo em tapar em meu regaço e jamais deixo transparecer em dilúvios supérfluos de que procura um ombro amigo.
Sim sou eu… sim estou ainda aqui… à tua espera…

Etiquetas: , , , , , ,