quarta-feira, outubro 13, 2010



Corpo,

Aquele corpo que se diz meu está cansado.
Por ventos, dores e lagrimas trespassado.
Sentidos que se perdem, logo encontrados
Num ritmo de veus e tecidos rasgados
Voz
Aquela que teima em gritar o teu nome
Aquela que por dentro me consome
O grito que na escoridão some
Da alma que alimentada sente fome

Sentidos
Peridos desencontrados aqui e além
Olhares que olham sem desdém
Palavras que ditam ficam aquém
Como sem sentimento dizem amém

Força
Dá-me apenas um dia que queira passar
Dá-me uma curta verdade para amar
Dá-me um leve alento para sonhar
Um breve momento para respirar


Recolhe em mim o que não pode mais continuar
ou ficar
sem me crucificar

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sábado, setembro 01, 2007


Pelo beijo que ficou por dar...


Pelo Desejo que se susteve na razão,
Pelo cheiro do teu corpo que guardo no meu ser,
Pelo loucura que não se rendeu ao coração,
Pelos sentidos que se viram envoltos de tamanho poder.

Pelo teu calor que me persegue em gestos ternos,
Pelos Sentimentos que se consomem em bom perder
Pelas viagens aos mais densos infernos,
Onde o possuir significa viver.

Por tudo aquilo que ficou dito,
Por tudo aquilo que ficou por dizer
Pelo minuto que se tornou infinito,
Pelo saber, de não querer perder...

Eis que se passou o teste teimoso,
Eis que a encruzilhada foi desvendada
E no caminho não visto como tenebroso,
Os amantes caminharam de mão dada...

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