sexta-feira, setembro 26, 2008




Há dias assim, dias sem sentido, perdidos na imensidão dos minutos, como que o anuncio do pousar do sol ao seu nascimento.

Há dias que as ruas parecem desertas, presas a imagens que do passado recortamos e nos convidam a viajar sem rumo.

Há dias vazios, em que a imensidão da luz nos é insuficiente perante o desgaste da solidão.

Há dias como o de hoje...

O hoje que morre ao adormecer, e se transforma num novo dia, numa nova vida...
(Foto: Sozinho, de Ruben Andrade in olhares)

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domingo, setembro 23, 2007



Escrevo-te cartas que nunca irás receber,
Palavras que ficarão docemente caladas
Dizeres que ficarão por dizer,
Sentimentos em frases e linhas amadas.

Cartas sem envelope, selo ou endereço,
Palavras escritas num rasgo de loucura,
Dizeres que na tela da alma teço,
Sentimentos de amor, carinho, ternura.

Escrevo pelo simples escrever
De quem está vivo e vivo quer permanecer
Palavras que te quero dar a conhecer
Talvez um dia, no dia em que morrer...

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